Especialistas criam banco de dados de escrita indecifrado aberto ao público

Especialistas criam banco de dados de escrita indecifrado aberto ao público

Pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade de Southampton desenvolveram um sistema documental de arquivos antigos chamado RTI ou “Imagem de Transformação de Refletância”Para captar imagens de alguns dos documentos históricos mais importantes do mundo. Alguns deles podem ser encontrados no site da Iniciativa de Biblioteca Digital Cuneiform disponíveis ao público.

Alguns dos documentos são manuscritos escritos no sistema proto-elamita, usado no antigo Irã entre 3.200 e 3.000 aC, sendo o sistema de escrita indecifrado mais antigo conhecido. As imagens são de alta qualidade e a equipe da Universidade de Oxford espera conseguir decifrar o código em breve.

o Dr. Jacob Dahl, co-líder da escrita cuneiforme do Iniciativa de Biblioteca Digital e um membro da Faculdade de Estudos Orientais da Universidade de Oxford, declara que “a qualidade das imagens capturadas é incrível, e é importante lembrar que não se pode decifrar um sistema de escrita sem ter imagens confiáveis, pois pode-se confundir um t com um i e desvalorizar todo o processo”.

O sistema de transformação de imagem é projetado pela equipe do Grupo de Ciência da Computação e Pesquisa Arqueológica de Computadores e Eletrônica da Universidade de Southampton e consiste em uma cúpula com 76 luzes e uma câmera no topo. O manuscrito é colocado no centro da cúpula, onde 76 fotos são tiradas com cada uma das luzes distribuídas na sala. As imagens são então processadas e costuradas para que o pesquisador possa mover a luz através da imagem digital e usar o contraste entre luz e sombra para destacar detalhes que, de outra forma, passariam despercebidos.

Algumas características do sistema de escrita do manuscrito já são conhecidas. Os escribas usaram alguns sinais da Mesopotâmia, como sinais numéricos e símbolos para objetos como ovelhas, cabras, cereais e alguns outros. Porém, 80-90% das amostras permanecem indecifradas. Esse sistema de escrita morreu apenas alguns séculos depois. Dr. Dahl esclareceu que “era usado na administração e registros agrícolas, mas não era usado nas escolas”.

Dr. Dahl argumentou que é muito importante que documentos da história humana têm acesso ao público, tanto devido à crescente influência de bolsas virtuais na pesquisa acadêmica, quanto a preservação do patrimônio cultural de áreas do mundo afetadas por conflitos armados.

Quase formado em Publicidade e Relações Públicas. Comecei a gostar de história no 2º ano do ensino médio graças a um professor muito bom que nos fez ver que temos que conhecer nosso passado para saber para onde o futuro nos leva. Desde então não tive a oportunidade de investigar mais em tudo o que nossa história nos oferece, mas agora posso assumir essa preocupação e compartilhá-la com vocês.


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